O Japão na Segunda Guerra Mundial

O Japão entrou na Segunda Guerra Mundial pela guerra contra a China, iniciada em julho de 1937, e ampliou o conflito ao atacar Pearl Harbor e as colônias europeias do Sudeste Asiático em dezembro de 1941. Depois de rápidas conquistas, foi derrotado no Pacífico a partir de 1942, sofreu bombardeios devastadores e as bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, e anunciou a rendição em 15 de agosto de 1945. Cerca de 3,1 milhões de japoneses morreram, e muitos milhões de pessoas em toda a Ásia.

Guerra com a China
desde 7 de julho de 1937
Pearl Harbor
7 de dezembro de 1941 (8 de dezembro no Japão)
Anúncio da rendição
15 de agosto de 1945
Assinatura da rendição
2 de setembro de 1945, encouraçado Missouri
Mortos japoneses
cerca de 3,1 milhões
Fim da ocupação
28 de abril de 1952
Nesta página
  1. Antecedentes
  2. A guerra na China (1937–1945)
  3. Do Eixo a Pearl Harbor
  4. A virada e a derrota
  5. As bombas e a rendição
  6. Os japoneses no Brasil durante a guerra
  7. Ocupação e consequências
  8. Onde ver hoje
  9. Perguntas frequentes

Antecedentes

Nos anos 1930 os militares dominaram a política do período Showa. O Exército ocupou a Manchúria em 1931 e criou o Estado fantoche de Manchukuo. A ideologia oficial exaltava o imperador como divino e apresentava a expansão como libertação da Ásia do colonialismo ocidental, a "Esfera de Coprosperidade da Grande Ásia Oriental", anunciada em 1940.

A guerra na China (1937–1945)

Em 7 de julho de 1937 um tiroteio na ponte Marco Polo, perto de Pequim, virou guerra aberta. O Japão tomou Xangai e, em dezembro, Nanquim, onde tropas japonesas mataram dezenas de milhares a centenas de milhares de civis e prisioneiros nas semanas seguintes; o número exato ainda é objeto de disputa política entre China e Japão. A guerra se arrastou: o governo chinês recuou para Chongqing, que foi bombardeada repetidamente.

Do Eixo a Pearl Harbor

DataEvento
Setembro de 1940Pacto Tripartite com Alemanha e Itália; ocupação do norte da Indochina francesa
Abril de 1941Pacto de neutralidade com a URSS
Julho–agosto de 1941Ocupação do sul da Indochina; EUA congelam bens e cortam o petróleo
Outubro de 1941General Tojo Hideki assume como primeiro-ministro
7 de dezembro de 1941Ataque a Pearl Harbor, no Havaí: cerca de 2.400 americanos mortos

O ataque foi coordenado com invasões da Malásia britânica, das Filipinas, de Hong Kong e de Guam. Em poucos meses o Japão tomou Singapura (fevereiro de 1942), as Índias Orientais Holandesas e a Birmânia.

A virada e a derrota

  • Midway (junho de 1942): a Marinha perdeu quatro porta-aviões; fim da superioridade japonesa no mar.
  • Guadalcanal (agosto de 1942 a fevereiro de 1943): primeira grande derrota terrestre.
  • Saipan (junho–julho de 1944): a queda colocou Tóquio ao alcance dos bombardeiros B-29; Tojo renunciou.
  • Golfo de Leyte (outubro de 1944): maior batalha naval da história; surgem os ataques kamikaze.
  • Iwo Jima (fevereiro–março de 1945).
  • Okinawa (abril–junho de 1945): mais de 200 mil mortos, incluindo cerca de um quarto da população civil da ilha — veja província de Okinawa.

Na noite de 9 para 10 de março de 1945, o bombardeio incendiário de Tóquio matou cerca de 100 mil pessoas; mais de 60 cidades foram arrasadas da mesma forma.

As bombas e a rendição

Em 26 de julho de 1945 os Aliados exigiram rendição incondicional na Declaração de Potsdam. Os Estados Unidos lançaram a bomba atômica sobre Hiroshima em 6 de agosto e sobre Nagasaki em 9 de agosto; no dia 8 a URSS declarou guerra e invadiu a Manchúria. Detalhes em bombas de Hiroshima e Nagasaki.

Em 10 de agosto o governo, dividido, aceitou Potsdam com a condição de preservar o imperador. Na madrugada de 15 de agosto, oficiais tentaram um golpe para impedir a rendição (Incidente Kyujo), sem sucesso. Ao meio-dia, o rádio transmitiu a voz de Hirohito pela primeira vez, lendo o Gyokuon-hoso, em que pedia ao povo para "suportar o insuportável". A rendição foi assinada em 2 de setembro de 1945, a bordo do USS Missouri, na baía de Tóquio.

Os japoneses no Brasil durante a guerra

O Brasil rompeu relações com o Japão em janeiro de 1942 e declarou guerra em junho de 1945. Os imigrantes foram proibidos de falar japonês em público, jornais em japonês foram fechados e famílias foram removidas do litoral de Santos em 1943. Após a rendição, a seita Shindo Renmei negava a derrota e atacou imigrantes que a aceitavam, deixando mais de 20 mortos entre 1946 e 1947. Veja imigração japonesa no Brasil.

Ocupação e consequências

O general Douglas MacArthur comandou a ocupação até 1952. O Tribunal de Tóquio condenou 25 líderes, e sete foram enforcados, entre eles Tojo. O imperador não foi julgado. A Constituição de 1947 renunciou à guerra no Artigo 9. O Japão perdeu Coreia, Taiwan, Manchúria, Sacalina do Sul e as ilhas Curilas; as Curilas do sul, ocupadas pela URSS, seguem em disputa com a Rússia. Questões como as "mulheres de conforto" e as visitas de políticos ao santuário Yasukuni ainda tensionam as relações com China e Coreia do Sul.

Onde ver hoje

  • Memorial da Paz de Hiroshima e o Museu da Bomba Atômica de Nagasaki.
  • Parque Memorial da Paz de Okinawa (Itoman) e o Memorial Himeyuri.
  • Museu da Paz de Chiran (Kagoshima): cartas dos pilotos kamikaze.
  • Yamato Museum (Kure, Hiroshima): maquete de 1/10 do encouraçado Yamato.

Perguntas frequentes

Por que o Japão atacou Pearl Harbor?

Depois do embargo americano de petróleo em 1941, o Japão tinha reservas para cerca de dois anos. Para tomar o petróleo das Índias Orientais Holandesas sem ser atacado pela frota americana, decidiu destruí-la de surpresa no Havaí.

Quando o Japão se rendeu?

A rendição foi anunciada pelo imperador Hirohito no rádio em 15 de agosto de 1945 e assinada formalmente em 2 de setembro de 1945, no encouraçado USS Missouri.

Atualizado em 14/10/2026 · Seção: História do Japão