Província de Fukushima: Aizu, montanhas vulcânicas e reconstrução
Fukushima (福島県) é a terceira maior província do Japão em área (13.784 km²) e a mais ao sul de Tohoku, com 1,83 milhão de habitantes no censo de 2020. O nome ficou associado ao acidente nuclear de 2011, mas a usina afetada fica num trecho do litoral; a maior parte da província é formada por montanhas vulcânicas, cidades históricas como Aizu-Wakamatsu e vilarejos como Ouchi-juku.
- Capital
- Fukushima
- Região
- Tohoku
- População
- 1,83 milhão (censo 2020)
- Área
- 13.784 km²
- Kanji
- 福島県
- Código ISO
- JP-07
Nesta página
Três regiões em uma província
Duas cadeias de montanhas dividem Fukushima em faixas de norte a sul, com climas e culturas distintos:
| Região | Cidades | Características |
|---|---|---|
| Hamadori (litoral) | Iwaki, Soma, Minamisoma | clima ameno, pesca, usinas |
| Nakadori (centro) | Fukushima, Koriyama, Shirakawa | eixo do Shinkansen, frutas |
| Aizu (oeste) | Aizu-Wakamatsu, Kitakata | neve, história samurai, sake |
Principais cidades
- Koriyama: maior centro econômico (cerca de 320 mil habitantes) e entroncamento ferroviário.
- Iwaki: a cidade mais populosa, com área enorme no litoral.
- Fukushima: capital de cerca de 280 mil habitantes, cercada de pomares de pêssego.
- Aizu-Wakamatsu: antiga cidade-castelo do domínio de Aizu.
- Kitakata: famosa pelos armazéns de barro (kura) e pelo ramen.
O que ver
Aizu e a memória samurai
Na Guerra Boshin de 1868, Aizu foi o último grande reduto leal ao xogunato contra as tropas do novo governo Meiji. O castelo Tsuruga, com telhas vermelhas únicas no Japão, resistiu a um mês de cerco. No monte Iimori, 19 jovens da unidade Byakkotai cometeram suicídio ao ver a cidade em chamas, acreditando que o castelo tinha caído. Ao lado fica o Sazaedo, pagode de 1796 com rampa em dupla espiral. Contexto em restauração Meiji e samurais.
Ouchi-juku
Antiga estação da rota Aizu-Nishi Kaido, com cerca de 30 casas de telhado de palha alinhadas numa rua de terra. A especialidade é o negi soba: soba comido usando um talo de cebolinha no lugar do hashi.
Bandai e Inawashiro
A erupção do monte Bandai em 1888 represou rios e criou dezenas de lagoas, entre elas Goshiki-numa, as "lagoas de cinco cores", ligadas por uma trilha de cerca de 4 km. O lago Inawashiro é o quarto maior do Japão; ali perto nasceu o bacteriologista Hideyo Noguchi, que aparece na nota de 1.000 ienes emitida até 2024.
Flores e lazer
- Miharu Takizakura: cerejeira-chorão com mais de mil anos, uma das "três grandes cerejeiras" do Japão (Nihon Sandai-zakura).
- Hanamiyama: colina de pomares floridos em abril, perto da capital.
- Spa Resort Hawaiians, em Iwaki: complexo de piscinas termais com show de hula, criado em 1966 para dar emprego em uma região de minas de carvão em declínio; a história virou o filme Hula Girls (2006).
Comida típica
- Ramen de Kitakata: caldo claro de shōyu e massa larga e ondulada; na cidade é comum comer ramen no café da manhã (asa-ra).
- Pêssegos: Fukushima é a segunda maior produtora do país, com colheita de julho a setembro.
- Sake: a província liderou por anos seguidos o número de medalhas de ouro no concurso nacional de sake novo.
- Kozuyu: sopa de festa de Aizu com vieira seca e legumes.
- Wappa-meshi: arroz com peixe cozido no vapor em caixa de madeira.
Depois de 2011
O acidente nuclear de Fukushima, na usina Daiichi (Okuma e Futaba), levou à evacuação de dezenas de milhares de pessoas. A maior parte das ordens de evacuação já foi suspensa; uma área restrita permanece em torno da usina. As cidades turísticas de Aizu e Nakadori ficam a mais de 60 km do local, com níveis de radiação semelhantes aos de outras grandes cidades. Em Futaba funciona o Museu Memorial do Grande Terremoto do Leste do Japão e do Desastre Nuclear (2020). O centro de treinamento de futebol J-Village, em Naraha, serviu de base para os trabalhadores e reabriu em 2019.
Clima e quando ir
Aizu tem neve pesada de dezembro a março; Hamadori quase não neva. Abril traz as cerejeiras (Hanamiyama e Takizakura), e outubro, a folhagem de Bandai e da linha ferroviária Tadami, reaberta por inteiro em 2022.
Como chegar de Tóquio
O Tohoku Shinkansen chega a Koriyama em cerca de 1h20 e a Fukushima em cerca de 1h30. Para Aizu-Wakamatsu, faça baldeação em Koriyama para a linha Ban-etsu Oeste (cerca de 1h10), num total de 2h40 a 3 horas. Ônibus expressos ligam Shinjuku a Aizu-Wakamatsu em cerca de 4h30, e a linha Joban liga Tóquio a Iwaki em cerca de 2h20.